Roberta Luchsinger relata encontros de Lulinha com ministros; envolvidos negam irregularidades
Na entrevista à CNN, empresária disse ter visto reuniões do filho de Lula com integrantes do governo, mas não apresentou prova pública de negociação ilegal; Camilo Santana contesta.
· Atualizado 18/10/2026 às 11h35 · 2 min de leitura

Roberta Luchsinger afirmou à CNN Brasil, em entrevista exibida no sábado (17), que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, esteve em encontros com integrantes do governo federal. A empresária disse ter presenciado contatos entre o filho do presidente e ministros, mas a existência de uma reunião, por si só, não demonstra prática de crime ou favorecimento.
O relato ganhou repercussão porque Luchsinger e Fábio Luís são citados em investigações que examinam possíveis vínculos e atuação junto a órgãos públicos. A empresária é alvo de medidas cautelares no âmbito da Operação Sem Desconto. Os fatos ainda são apurados e não há conclusão judicial de culpa.
O alcance do relato
Segundo Luchsinger, Lulinha frequentava seu círculo pessoal e teria estado com ministros em diferentes ocasiões. Ela mencionou interesse dele pelo debate sobre canabidiol. Na íntegra da entrevista, porém, ao ser perguntada se viu Fábio Luís discutir diretamente o assunto com um ministro, respondeu que não sabia apontar tal conversa em sua presença. Essa distinção é relevante: o encontro relatado não comprova participação em uma negociação específica.

Roberta Luchsinger durante entrevista. Foto: Reprodução/CNN Brasil.
A empresária também citou Camilo Santana. À CNN, a assessoria do senador e ex-ministro da Educação afirmou que ele nunca esteve com Fábio Luís para tratar de assuntos de governo ou negócios e que não tem relação com Luchsinger.
Respostas do Planalto e da defesa
Em nota publicada pela CNN, a comunicação de Lula declarou que o presidente desconhece os fatos narrados pela empresária, não manteve interlocução com ela e não tem conhecimento das supostas tratativas. A defesa de Fábio Luís disse que ele não cometeu irregularidade e que seus contatos com políticos, inclusive pessoas que se tornaram ministros, são de natureza pessoal. Também afirmou que as insinuações da entrevistada não condizem com seu depoimento às autoridades.
As afirmações da empresária, as negativas dos citados e eventuais registros de agendas ou documentos precisarão ser examinados pelas autoridades. Até aqui, a entrevista expõe versões conflitantes, sem comprovação pública de benefício indevido.
Fontes: reportagem da CNN Brasil e íntegra da entrevista.
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