Roberta Luchsinger afirma que pretende negociar delação e citar Lula e Lulinha
Investigada na Operação Sem Desconto, empresária disse à CNN que pode fornecer detalhes além das mensagens já analisadas; Planalto e defesa de Fábio Luís negam irregularidades.
· Atualizado 18/10/2026 às 11h29 · 2 min de leitura

A empresária Roberta Luchsinger afirmou em entrevista à CNN Brasil, exibida no sábado (17), que pretende colaborar com as investigações e buscar um acordo de delação premiada. Segundo ela, as informações que poderia apresentar não se limitam às mensagens de WhatsApp já conhecidas. A intenção declarada não significa que um acordo tenha sido firmado nem que suas afirmações tenham sido comprovadas.
Luchsinger é investigada no contexto da Operação Sem Desconto, que apura suspeitas de irregularidades relacionadas ao INSS e a possíveis tentativas de influência em órgãos federais. Ela foi alvo de medidas cautelares, incluindo busca, bloqueio de valores e uso de tornozeleira eletrônica, de acordo com a CNN. Ser investigada não equivale a condenação.
O que ela declarou
Na entrevista, a empresária disse que não pouparia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nem o filho dele, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, caso fosse chamada a colaborar formalmente. Afirmou que poderia relatar conversas e situações presenciadas pessoalmente. Ela não apresentou, na entrevista, provas públicas de crime cometido pelos dois.

Roberta Luchsinger durante entrevista. Foto: Reprodução/CNN Brasil.
A colaboração premiada depende de negociação com as autoridades, apresentação de elementos verificáveis e controle judicial. Até a publicação desta reportagem, a fala de Luchsinger era uma manifestação de intenção, não uma delação homologada.
O que dizem os citados
Em nota divulgada pela CNN, a equipe de Lula afirmou que o presidente desconhece os fatos relatados por Luchsinger, que não manteve interlocução com ela e que não há contrato do governo federal com a empresária. A defesa de Fábio Luís negou irregularidades, disse que os contatos dele com ministros eram de natureza pessoal e classificou as insinuações como incompatíveis com o depoimento da investigada às autoridades.
As declarações ocorreram na reta final da campanha presidencial. A investigação e eventuais provas apresentadas às autoridades é que poderão esclarecer os fatos, sem que a entrevista, por si só, estabeleça responsabilidade criminal.
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